sexta-feira, 14 de abril de 2017

Cine Mosquito retorna a um passo de completar 10 anos de existência.

A Busca de um fazer onde a arte se conecte com a essência da platéia e dos realizadores, fazendo a vida fluir e acontecer no embalo de um trabalho sério e focado na troca!

Quando fundamos o Cine Mosquito, em 2008, sabíamos que teríamos pela frente uma grande trajetória de lutas e muitos desafios a vencer. Começamos indo de casa em casa, para realizar um tipo de sessão cineclubista que sairia dos moldes tradicionais. Queríamos mostrar que o cinema nacional é alegria, paixão, amor. Queríamos ter um cineclube brasileiríssimo mas sem discursos nacionalistas e chauvinistas. Conseguimos!
O Cine Mosquito 64 mostrou a força e a conexão do público, da equipe e juntou uma massa de energias criativas, além de provocar reflexões profundas. O tema, ditadura, foi compreendido dentro de um contexto bem amplo, para além de coturnos e gandolas. Foi uma reflexão que nos fez ver um certo estágio de maturidade e responsabilidade do qual estamos, hoje, revestido, para seguir tangendo nossos destinos.
Que venham outros!

13 de Abril - Cine Mosquito 64, filmes que desafiaram a ditadura, no dia mundial do Beijo. Foto: Marcos Homem


Platéia Lotada num dia de chuva forte, mas a vontade de se expressar foi bem maior. Cine Mosquito, 64 - Foto: Jidduks

Cine Mosquito 64 - Equipe afinada, muita mimica, poesia e filmes! Foto: Nathally Amariá



quinta-feira, 13 de abril de 2017

Dandara Melo e Marcos Homem - Fotos da Mala da Fama no CINE MOSQUITO 64

EXIBIÇÃO ÚNICA DO ENSAIO FOTOGRÁFICO DA GAROTA DA MALA - 2017.

Uma jovem de apenas 22 anos de idade, com uma belíssima história de vida. Dedicada, estudiosa, aprendiz da vida e da arte, Dandara Melo é dessas pessoas que curte a vida, conscientes de sua missão. A de tornar o mundo melhor, mais artístico, mais poético e mais verdadeiro.
Escolhida pelo fotógrafo Marcos Homem, para ser a Garota da Mala 2017, é muito bom ver o encontro entre uma modelo dedicada e um fotógrafo da melhor estirpe profissional do Rio de Janeiro. Marcos homem, residente na terra do sal, faz da fotografia sua arte maior, com dedicação, espírito de equipe e a generosidade característica de quem transpõe para o cotidiano o melhor de sua arte.
É com prazer que o projeto MALA DA FAMA, comemora seus 15+1 anos, levando amor, humor, arte e promovendo encontros inusitados, entre pessoas que, a priori, jamais se encontraria, senão pelo fato de portar o mesmo objeto numa fotografia. Nosso objeto inútil, como gostamos de falar, está seguindo uma estrada de muita criatividade, harmonia e carinho. Uma verdadeira fonte criativa de amor, paz e junção do melhor de nossa arte, beleza e arrebatamento!

A atriz e modelo Dandara Melo, vista pelo olhar do fotógrafo Marcos Homem. Um ensaio fotográfico da Mala da Fama. PRODUÇÃO: Jiddu Saldanha e Nathally Amariá Andrade. MAQUIAGEM: Wesley De Abreu Souza Eraldo Apoio de set: Beto Júnior. #maladafama #garotadamala #sebodojiddu #varaldobeijo #maladafama15anos.


 


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Cine Mosquito 64 - PROGRAMAÇÃO

Sejam todos bem vindos à sessão de número 64, do Cine Mosquito; dia 13 de Abril de 2017
O mais antigo Cine Clube de Cabo Frio, em atividade desde 2008.

A atual equipe do Cine Mosquito é formada Por: Jiddu Saldanha, curador e fundador, Nathally Aamariá na produção e programação,  Celso Guimarães Jr., mestre de cerimônias e Jean Monteiro, projecionista.
Nossos agradecimentos: TRIBAL, Espaço Usina 4, Oficena - Curso Livre de Teatro do Teatro Municipal de Cabo Frio, TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, Projeto Cinema Possível, Comi Você Production e O Beijo que Virou Arte.
Além de exibição de audiovisual, TV e Cinema. Temos sempre nossas ações recreativas como, Mímica de Filme, Contação de Filmes, Poesia e o tradicional Varal do Beijo

PROGRAMAÇÃO

Hoje, a temática é DITADURA. Por cine mosquito 64.
A ditadura militar no Brasil, ou Quinta República Brasileira,[1] foi o regime instaurado em 1 de abril de 1964 e que durou até 15 de março de 1985, sob comando de sucessivos governos militares. De caráter autoritário e nacionalista, teve início com o golpe militar[2] que derrubou o governo de João Goulart, o então presidente democraticamente eleito.[3] O regime acabou quando José Sarney assumiu a presidência, o que deu início ao período conhecido como Nova República (ou Sexta República).[4] Apesar das promessas iniciais de uma intervenção breve, a ditadura militar durou 21 anos. Além disso, o regime pôs em prática vários Atos Institucionais, culminando com o Ato Institucional Número Cinco (AI-5) de 1968, que vigorou por dez anos. A Constituição de 1946 foi substituída pela Constituição de 1967 e, ao mesmo tempo, o Congresso Nacional foi dissolvido, liberdades civis foram suprimidas e foi criado um código de processo penal militar que permitia que o Exército brasileiro e a Polícia Militar pudessem prender e encarcerar pessoas consideradas suspeitas, além de impossibilitar qualquer revisão judicial.[5]

FILMES

Filme INDÍGENA -  09:37min

Lumen  - 03:57min.
Direção: Willian Salvador

A Voz do Morto - 14.08min.
Direção: Sergio Zeigler e Vitor Angelo

A Noite dos Palhaços Mudos - 15:01min
Direção: Juliano Luccas

Eu Quero o que Era meu: Videclipe - 04:04min
Direção: JIddu Saldanha

Quase Heróis - 07:36min.
Direção: Jean Monteiro

Com a Cor do Fogo - 14:33min.
Direção: Marcelo Tosta e Alex Antunes

O Trabalho dos Homens - 08:57min.
Direção: Fernando Bonassi


sábado, 3 de dezembro de 2016

O Ultimo Cine Mosquito de 2016: 63 edições e 8 anos!

Uma história que viveu o isolamento, o esvaziamento, o sucesso e agora, se reinventa, para manter-se vivo na cidade de Cabo Frio. É o Cine Mosquito, um Cine Clube que se orgulha de nunca ter fechado as portas.

O Público é nosso maior presente! Foto: Manuela Ellon.
Quem frequenta o Cine Mosquito, sabe que a marca registrada deste Cine Clube é a resistência cultural. Sobreviver a 08 anos, se reinventando e mantendo contato com seu público que, praticamente, cresceu vendo seus filmes, hoje, orgulho da cidade de Cabo Frio, o evento nem sempre foi o que hoje é. No início, tínhamos que fazer sessões em computador, TV com DVD, para não deixar a peteca cair. As primeiras sessões, inclusive, foram feitas nas casas das pessoas. Faltava equipamento adequado, e não tínhamos como receber o público, se não fosse pelo carinho das pessoas que abriam as portas de suas casas. 
Até hoje lembramos com amor, as sessões realizadas na casa da família da Bárbara Morais, do poeta Flávio Machado, da Tatiana Prota, no Peró Hostel e até na igreja congregacional do Guriri. Todo espaço que se abria, para nós, era ouro e nos dedicávamos de alma para criar sempre uma ótima sessão, algo que o público jamais esquecesse e, sim, conseguíamos. Um dia, em 2014, o Cineasta Milton Alencar ofereceu a possibilidade de irmos para  Casa Scliar, onde ficamos durante um ano e meio, mostrando a força do cinema local e nacional. Atualmente, no espaço Usina 4, o Cine Mosquito passou a ser um cine-clube amado e respeitado. O crédito é para sua singularidade. Sessões de cinema indígena, curtas teatrais antes dos curtas de audiovisual, mímica de filme e o inesquecivel Varal do Beijo, que já é uma tradição, iniciada nos tempos da casa Scliar.
Com uma equipe que permanece unida o evento vai mantendo seus contornos e trazendo cinema de qualidade em forma de curta e média metragem. No cine mosquito já passamos de tudo: Animação Cubana, Filmes canadenses, Japoneses, cinema nacional e muito filme local de Cabo Frio, uma cidade que vem, cada vez mais, aumentando sua produção de audiovisual. Enfim, chegamos à edição número 63, última de 2016 e com 05 lançamentos, algo inédito na história do cineclubismo local.
É com muita alegria que nosso cine-clube, vem mostrando a cara e investindo na sua forma de mostrar a criação audiovisual como um exercício que vai além do fazer para construir o ser. Ser cinema, ser arte, ser vida, ser poesia. São alguns anos vendo o público que vai e volta, sempre num eterno retorno, comungando de nossos sonhos e delírios, tudo se confundindo com a nossa essência, com aquilo que buscamos como referência para nossa alma e o mergulho do nosso existir
Vida longa ao Cine Mosquito.

Jiddu Saldanha - Blogueiro.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto - No Cine Mosquito 62.

Um dos maiores poetas da literatura brasileira, João Cabral de Melo Neto, será mostrado hoje, no Cine Mosquito, que, em caráter especial, integra a ultima programação do POESIA DE CENA, com belos audiovisuais poéticos.

Uma animação de encher os olhos: "Morte e Vida Severina", uma experiência
inesquecível, no Cine Mosquito 62
Morte e Vida Severina, é um Auto de Natal Pernambucano, escrito em 1956, por um dos maiores poetas da literatura Brasileira. João Cabral de Melo Neto, que teve uma trajetória brilhante pela poesia brasileira, até sua morte, em outubro de 1999, próximo a completar 80 anos de idade. Desde que tive meu primeiro contato com a obra deste mestre, dediquei parte de minha paixão por poesia, lendo tudo o que era dele. Inclusive fui ator na montagem desta peça, feita pela Facha - Faculdade Helio Alonso, com Direção de Sady Bianchin, por volta de 2002, se não me falha a memória.
Na década de 80, a Rede Globo lançou um belíssimo especial com a atriz Tânia Alves e o impagável José Dumont, direção de Walter Aavncini. Um trabalho memorável, sem dúvida, um dos mais belos momentos da Televisão Brasileira. Na década de 90, tive o privilégio de ir a três conferências para assistir ao grande poeta João Cabral, eu era, então, um mímico solitário, cansado de viagens e privações quixotescas que vagava anonimamente por cidades brasileiras. A primeira vez que vi o poeta foi por volta de 1993, no fundão, na Ilha do Governador. Depois, assisti uma outra palestra sua no auditório do CCBB e uma terceira, num evento chamado "A Enciclopédia do Século", organizado por Waly Salomão, no mesmo dia em que estiveram presentes na mesma mesa Johan Ashbery, Joan Brosa e João Cabral.
Sempre apaixonado pela obra do mestre, um dia, eis que ganho de presente do poeta e amigo Henrique Selani, um belíssimo livro em quadrinhos desenhado por Miguel Falcão e um filme 3D incrível, dirigido por Afonso Serpa. Sempre quis passar este filme no Cine Mosquito, faltava apenas o momento. O tema, vem a calhar, e João Cabral é, justamente, o poeta que tinha que fechar, com chave de ouro, a proposta do POESIA DE CENA.

JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO

Um dos fortes nomes de sua geração, o poeta
nascido em 1968. Liberta a poesia da garganta
e faz a platéia chorar.

Já o poeta alagoano, José Inácio Vieira de Melo, conheci em 2012, na cidade de Macapá, no Amapá por ocasião da FLAP - Feira do Livro do Amapá. Fiquei encantado com sua palavra poética. Tivemos uma feliz coincidência de agendamento e pudemos, durante as idas e vindas para falar de literatura aos estudantes da cidade de Macapá, conversar sobre nossa produção poética. Foi incrível poder ver um poeta com uma palavra e voz sonora, declamar para uma juventude sedenta e apaixonada por poesia. Palavras fortes e belas que até hoje ecoam como energia criativa, em mim.
Escolhemos para passar 4 pequenos filmes onde o poeta declama versos com uma autenticidade e originalidade incrível. Audiovisuais que a muito venho acompanhando pelas redes sociais e que, agora, vão estar presentes no CINE MOSQUITO 62.

THIAGO DE MELO NO TEATRO POESIA DO GRUPO 
"Operários do Teatro Brasileiro"

Um dos mais produtivos grupos de teatro da nova geração do teatro
Cabofriense, os "Operários do Teatro Brasileiro" farão a performance
"O Estatuto do Homem" inspirado no poema homônimo de Thiago de Melo.

Um dos maiores mestres da poesia brasileira, o poeta Thiago de Mello, nascido no amazonas, em 1926, hoje está com 90 anos de idade e goza de saúde. Ainda declama seus poemas embora já não viaje mais para lugares muito distantes. Seu clássico "Estatutos do Homem" estará em cena com o grupo OTB - Operários do Teatro Brasileiro, que fará a terceira apresentação da cena que foi uma provocação feita por mim, ao grupo. Provocação aceita, Yasmim Quintanilha, Lucas Cedro e Igor Quintanilha, encararam o desafio em transformar um dos mais importantes poemas da literatura brasileira, numa cena teatral breve e inesquecível.

HENRIQUE SELANI SILVA

Nataha Carvalho e Alex Pinheiro - Dão vida ao poema "Chamamento da Musa",
de Henrique Selani Silva.
O professor do IFF de Cabo Frio, Henrique Selani, tornou-se um cultuado poeta da região. Com uma palavra forte e sonora, Henrique passou a escrever seus poemas apenas como exercícios de arte-terapia, mas foi além e acabou descobrindo uma linguagem que tem grande força no palco. 
Os atores iniciantes do IFFCENA - Teatro de Escola, Natasha Carvalho e Alex Pinheiro, criaram uma cena poética com o poema "Chamamento da Musa", o resultado é uma bonita e estética abordagem, no palco, de um trabalho que enche de paixão e tesão, os amantes da poesia.

Jiddu Saldanha - Blogueiro

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Cine Mosquito 61 - Uma homenagem a Domingos Montagner

Dentre suas obras e aparte sua fama como artista global, Montagner foi um palhaço que exerceu o ofício com devoção. Em homenagem a ele, o Cine Mosquito fará a exibição do filme "A noite dos Palhaços Mudos", de Juliano Luccas. Certamente, um momento que viveremos com muito amor. Saiba mais sobre este filme incrível, assista ao Making Off e perceba o cuidado da
produção e a força criativa de cada momento deste filme incrível e muito importante 
para a arte da palhaçaria, no Brasil.



Vivendo momentos e navegando nessa nave mãe chamada terra, todos de algum modo, caminham em direção à morte. Morrer é um sentido que talvez explique, de fato, a vida. A razão de nosso existir mais pleno, a forma como pulsamos para a vida e a maneira como caminhamos, em direção a nossos objetivos, nossos delírios, nossos sonhos.
O mundo de um verdadeiro palhaço, com desfecho trágico, pode ser uma metáfora de nossa dor, de nossa existência, de nosso caminhar e respirar cotidiano. Domingos, de alguma forma, deixa sua marca para sempre, aderente em cada coração que teve a honra e o prazer de contemplar sua vida artística e suas criações poéticas.



Embora não tenha acompanhando sua vida artística na TV, lembro-me apenas de tê-lo visto, nos anos 90, peregrinando pelos teatros e eventos artísticos em algum lugar do Brasil. São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, talvez. O fato é que a gente reconhece um colega de profissão mesmo não sendo amigo no sentido mais presencial. Saber-se portador de sonhos que se aproximaram e que de alguma forma se uniram, é a razão maior desta pequena homenagem da Cidade de Palhaços a este grande artista.
Sendo assim, só me resta saudar este grande artista com a frase preferida de um outro palhaço incrível, o "Café Pequeno", de Richard Riguetti: Para Domingos Montagner peço a todos, UMA SALVA DE RISOS...

Jiddu Saldanha - Blogueiro

Cine Mosquito 61 - Uma homenagem a Domingos Montagner

Dentre suas obras e aparte sua fama como artista global, Montagner foi um palhaço que exerceu o ofício com devoção. Em homenagem a ele, o Cine Mosquito fará a exibição do filme "A noite dos Palhaços Mudos", de Juliano Luccas. Certamente, um momento que viveremos com muito amor. Saiba mais sobre este filme incrível, assista ao Making Off e perceba o cuidado da
produção e a força criativa de cada momento deste filme incrível e muito importante 
para a arte da palhaçaria, no Brasil.



Vivendo momentos e navegando nessa nave mãe chamada terra, todos de algum modo, caminham em direção à morte. Morrer é um sentido que talvez explique, de fato, a vida. A razão de nosso existir mais pleno, a forma como pulsamos para a vida e a maneira como caminhamos, em direção a nossos objetivos, nossos delírios, nossos sonhos.
O mundo de um verdadeiro palhaço, com desfecho trágico, pode ser uma metáfora de nossa dor, de nossa existência, de nosso caminhar e respirar cotidiano. Rodrigo, de alguma forma, deixa sua marca para sempre, aderente em cada coração que teve a honra e o prazer de contemplar sua vida artística e suas criações poéticas.



Embora não tenha acompanhando sua vida artística na TV, lembro-me apenas de tê-lo visto, nos anos 90, peregrinando pelos teatros e eventos artísticos em algum lugar do Brasil. São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, talvez. O fato é que a gente reconhece um colega de profissão mesmo não sendo amigo no sentido mais presencial. Saber-se portador de sonhos que se aproximaram e que de alguma forma se uniram, é a razão maior desta pequena homenagem da Cidade de Palhaços a este grande artista.
Sendo assim, só me resta saudar este grande artista com a frase preferida de um outro palhaço incrível, o "Café Pequeno", de Richard Riguetti: Para Rodrigo Montagner peço a todos, UMA SALVA DE RISOS...

Jiddu Saldanha - Blogueiro